quinta-feira, 11 de agosto de 2011

JU marconato com espada


Dança com a espada

Uma variação da Dança do Ventre, ou seja, uma modalidade, na qual a bailarina dança com uma espada, feita especialmente para isso. É uma dança que exige equilíbrio, pois que há movimentos em que se equilibra a espada em partes do corpo, além de exigir força, já que a espada é um pouco pesada.
A bailarina pode equilibrar a espada na cabeça, na mão, na cintura, no busto, no abdômen, e na perna enquanto dança.
Mas não se pode esquecer também da graciosidade e do charme presentes nesta dança.
Além de equilibrar a espada, a bailarina também faz movimentos com a espada no ar e realiza outros movimentos característicos da dança do ventre como oitos, redondos, ondulações, shimis, entre outros.
Movimentos de chão podem ser feitos, tomando-se sempre o cuidado com a roupa, para não estragá-la, e para que não saia do lugar, mostrando a calcinha, por exemplo.
Esta dança não requer ritmos ou trajes específicos, mas devem-se evitar os ritmos folclóricos. Geralmente é dançada em um ritmo mais lento, podendo a música apresentar algumas partes rápidas.




Projeto aaiúne



Origem da dança do ventre

Dança do Ventre
A sua Origem...

 

         Muita polêmica e incerta é a origem da Dança do Ventre. Ao pesquisar sua origem sempre se chega à seguinte conclusão: “Não há registros concretos que provem com exatidão e clareza, a origem da Dança do Ventre”. Em decorrência disso, dissertaremos baseadas em hipóteses e, ao mesmo tempo, em certezas. 
         No princípio, “os nomes reais” da Dança do Ventre eram:
-         Dança Oriental, conhecida pelos orientais e nos países árabes. Todavia, o nome não é mais utilizado porque o termo ORIENTAL também designa países como Japão, China, que não fazem parte do contexto aqui mencionado.
-         Racks el Chark, que significa Dança do Leste, local onde o sol nasce. É o oposto de tudo, desconhecido, pouco claro, em decorrência da noite, da escuridão. O Sol também é o alimento e a fonte de energia para tudo e todos.
 
         O nome “Dança do Ventre” foi dado pelos Franceses para aquela dança na qual “a bailarina mexia o estômago e o quadril de forma voluptuosa, ao som de ritmos orientais”.
A Dança é uma das mais belas e antigas artes, pois através dela, o homem passa a perceber o seu corpo de maneira instintiva.
            Há mais ou menos 12.000 anos, antes, inclusive, do antigo Egito, numa época remota, já existiam danças ritualistas feitas para algumas finalidades.
            Havia, por exemplo, a dança da fecundidade, em que as mulheres ao redor das fogueiras –símbolo de luz e alimento para os primitivos -, balançavam o quadril, pulsavam o ventre e contorciam-se como serpentes, em louvor à Deusa-mãe. Existiam, também, danças com sacrifícios para oferendas, rituais culturais, funerais etc; feitos por tribos bárbaras e nômades, dos desertos.
            No Antigo Egito a Dança Ritualística tinha um caráter Sagrado, intimamente ligado à história e aos costumes. Viver no Vale do Rio Nilo equivalia estar destinado a uma rotina e geografia extremamente simples. Para os egípcios, tudo estava baseado e apoiado na hierarquia de seus Deuses e suas crenças.
            Assim sendo, Sacerdotisas Egípcias costumavam usar movimentos ondulatórios e batidas do ventre e do quadril para reverenciar Deuses como Ísis, Osíris, Hathor. Além disso, acredita-se que estes movimentos estavam associados à fertilidade, sendo praticados em rituais e cultos em Templos, homenageando a grande mãe pelo seu poder de dar e manter a vida.
            Com a invasão dos árabes no Egito, e uma série de migrações em um período conturbado de guerras, a Dança do Ventre passou a ser conhecida por outros povos, que a adquiriram para a sua cultura e modificaram-na de acordo com suas crenças e desejos.
            A primeira modificação foi a perda do caráter religioso. Por isso é tão difícil e complexo falar sobre esta dança que, devido ao seu histórico, em cada país possui um sentido e uma tendência.
            A Dança do Ventre tem seguido um processo evolutivo e tem sido praticada em inúmeros tipos de cenários como, palácios, mercados, praças e até em bordéis. A sua história acompanha a da humanidade, e deste fato não se pode fugir. Ela promove uma ligação direta entre o folclórico, o improviso e a imaginação individual de cada bailarina; um equilíbrio entre a regra e a liberdade de expressar seus sentimentos e movimentos.
            Apesar de toda imensidão que abrange, a Dança do Ventre é conhecida e considerada representante do mundo árabe e está intimamente ligada a sua música e seus ritmos de percussão. Ao contrário do que muitos imaginam, em cada ritmo árabe existe um componente primordial, que é a improvisação.
            Por fim, vale ressaltar os nomes das grandes bailarinas árabes em que, de inúmeras formas contribuíram para a história da Racks el Chark: Tahia Carioca, Nadia Gamall, Sâmia Gamall, Nagwa Fuad, entre outras.
            No Brasil, dentre inúmeros, contamos com dois nomes que, sem dúvida, também contribuíram para a história da Dança do Ventre: Shahrazade, a introdutora do Racks el Chark no País, e Samira, uma das grandes inovadoras e pioneiras da Dança.
            Durante a dança um tipo de exaltação (lí,li,li,li...) é muito comum entre os povos das aldeias e daqueles que vivem nos desertos, também chamados beduínos. É uma espécie de aclamação à bailarina pela beleza de sua dança.
            A verdadeira dança do ventre não deve ser confundida com a imagem publicitária que faz da bailarina um objeto sexual. A sensualidade existe, sem dúvida, mas envolta num clima de magia e misticismo sublimes.
            É uma dança milenar, portanto, tem um peso cultural que merece ser respeitado.
            Após esta viagem histórico-cultural, sejam bem-vindos ao mágico mundo da Racks el Chark.

O que é sexualidade?

Existe hoje um predomínio da banalização e superficialidade, não só do sexo, mas de tudo que é inerente ao humano. A programação educativa é muito impressionante. A maioria das relações diariamente apresentadas é superficial. O ser pouco vale em relação ao Ter. Ter o que?  Um corpo perfeito, que atenda aos padrões legitimados pelas normas estéticas, e tudo isso conforma certo desencantamento em termos de sexo e afetividade.
A sexualidade tem múltiplas dimensões: política, econômica, sócio-cultural, mística e afetiva, porém o que a mídia impõe em absolutização do sexo (corpo, carne) é um empobrecimento da sexualidade (alma, afeto, espírito).
Afetividade e ternura são grandes virtudes a serem cultivadas num mundo de violência no trânsito, no trabalho e na vida diária. A ternura é expressão de uma sexualidade bem integrada seja em nível interpessoal ou social.
Infelizmente neste cenário de sociedade contemporânea as piores e mais "escrachadas" deformações sexuais estão ao alcance de qualquer jovem que acessa a internet, que vai a banca de revista, maneja o telefone, assiste uma novela ou os "reality shows" da vida.
A beleza e a sensualidade magnífica da sexualidade humana são descaracterizadas e desumanizadas para a alegria doentia de personalidades geralmente desestruturadas psicologicamente, que diariamente aparecem em novelas, filmes, revistas, sites "eróticos", reality shows.
Fica muito difícil a transmissão de uma visão humanizada da sexualidade associada à afetividade a quem, desde cedo e durante limiar da adolescência, se familiarizou com os desvios sexuais banalizados sob imagens grosseiras e agressivas, contrárias à natureza humana que constantemente a mídia apresenta ao seu público.
Como reagir diante do sensacionalismo exacerbado dos escândalos de pedofilia gravados em vídeo? Cenas de torturas sexuais com jovens e crianças diante das câmaras cremos que é o limite extremo!
Nos dias atuais, jovens e crianças podem acessar gratuitamente e em torno de 500 mil fotos e vídeos pornográficos, entrar no "bate papo" e viajar nas "sacanagens medíocres" que o universo virtual pode conduzir, e podemos perceber o estrago para os adolescentes que tem acesso a essas informações. A abundância e a banalização dos desvios sexuais, a "porno indigestão", dificuldades de absorção afetiva em relações ao sexo, agressividade, insegurança.
A mídia pornô intoxica o adolescente, seja nas "telinhas", seja nas músicas que povoam o imaginário juvenil de cenas picantes, grosseiras, irracionais e que reduzem sexo a corpo, a carne, menosprezando a mulher e igualando-a "a cachorra", e o homem como um ser dominador, animalesco, brutal.
Também alguns jornais de publicações de circulação nacional, são oferecidos fotos provocantes, algumas centenas de "profissionais" de ambos os sexos para encontros discretos "sem limites" como anunciam. A sexualidade vira produto de mercado. O sexo? Uma mercadoria a ser comprada, vendida. E como ficam os jovens diante deste calamitoso jogo de consumo?
Cada vez mais pesquisadores estudiosos, leigos, figuras anônimas vêm questionando, investigando, discutindo questões da sexualidade humana em grupos sociais em que a mídia escraviza e torna a criança, o jovem e o adulto reféns de uma sexualidade banal, estereotipada.
Algumas pesquisas enfatizam os preconceitos quantos as identidades de gênero que a mídia aborda mulher frágil, submissa (propagandas de mulher na volante) exemplo de beleza e juventude (apresentadoras de programas para crianças e adolescentes) o homem o forte, o poderoso, dele não se admite o choro, a fraqueza. E quais as implicações de tudo isso para a formação equilibrada da sexualidade dos jovens? Com certeza fica a possibilidade dos conflitos vindo da falta de informações, a inseguranças por conta da imposição de papéis, conflitos com relação ao outro acontecem por conta dos padrões estéticos que a sociedade impõe e a mídia massifica. Neste contexto a ação do BULLYING nas escolas é gritante e preocupante, pois os jovens são hipnotizados por padrões estéticos e não aceitam pessoas em seu meio escolar e social que não estejam de acordo com os padrões impostos pela mídia.
Mas, e a família onde se enquadra diante desses fatos?A família é como célula mãe de uma educação sexual proveitosa que pode ser desencadeada no processo de formação de todo jovem, assim como percebemos a forte influência que a mídia exerce nas formas de vida de muitos seres deste planeta. E porque não aproveitar este "poder" e difundir informação pleiteando o diálogo, o afeto, o respeito às diferenças, como fortes elementos para a construção de uma identidade sexual equilibrada em nossas crianças, jovens e adultos.
Tanto família quanto mídia tem a obrigação moral de educar os nossos jovens para uma sexualidade equilibrada, não nos reportamos ao ato sexual em si, mas de  uma vida afetivo-sexual e de respeito mútuo.
É importante a informação, o diálogo a proteção equilibrada, a compreensão o estudo, os limites, a liberdade, como também é importante que as famílias e os meios de comunicação se apeguem ao respeito e travem ligações de compromisso com uma formação sexual que respeite idéias, concepções de vida e que sobre tudo esclareça, informe, dialogue de forma saudável e harmoniosa.
 
 Profª Gildete Nunes de Sousa Martino- Especialização em Interdisciplinaridade.